VIII. Deus Age na História

Teologia Católica da Reparação

A teologia Católica Romana da reparação de alguma forma se compara com a interpretação da teologia da Unificação da restituição através de indenização. Para os Católicos, a reparação transmite dois significados:

1) o ato de reparar o dano ao relacionamento original entre o homem e Deus e restaurar os homens para a amizade com seu Criador, e

2) compensação por qualquer injúria feita a outro humano ou Deus. Portanto, em teologia a reparação se refere a reparar insultos feitos a Deus por causa dos pecados dos homens.

Anselmo de Canterbury definiu o pecado como uma afronta à honra de Deus pela qual Ele demanda uma desculpa e explicação. Consequentemente, Anselmo interpretou redenção como esclarecimento do homem pelo insulto que Adão fez à autoridade legítima de Deus. Ao pecar, Adão e Eva traíram seu juramento de lealdade ao seu Criador.

A teologia Católica de reparação trata o pecado como uma injúria pessoal ou insulto a Deus. Ao pecar, o primeiro casal negou a seu Criador a lealdade e obediência absoluta que Ele merece. Assim, eles insultaram pessoalmente a majestade de Deus. Além disso, sendo que Adão e Eva representavam toda a humanidade, sua desobediência alienou todos os futuros homens de Deus. Como um descendente de Adão e Eva, todo ser humano está envolvido neste ato traiçoeiro e rebelde contra a soberania divina. No pecado de Adão todos pecamos, declararam os teólogos medievais.

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Restauração Através de Indenização

Basicamente, a tradição Judeu-cristã é uma religião de redenção como também de revelação. Não somente queremos conhecer sobre a natureza de Deus, mas também devemos redirecionar nossas vidas atuais em conformidade com Sua vontade. “O que eu devo fazer ao ser salvo? Como uma pessoa pode ser renascida? Onde está o caminho que conduz para a vida abundante, aqui e na vida após a morte?” Estas são as questões fundamentais levantadas pelas Escrituras.

Para a teologia da Unificação, a história deve ser interpretada como o esforço persistente de Deus para restaurar o homem decaído para sua natureza original. A providência divina se refere à nossa recriação e restauração. Somos salvos quando, com a ajuda de Deus, somos capazes de nos separarmos de Satanás. Os homens se tornam redimidos através da liberação da escravidão do mal, são limpos do pecado original e crescem para a plena estatura de filhos e filhas de Deus.

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Pistas Bíblicas para a História de Restauração

Se a história tem um caráter intencional e registra os poderosos atos de Deus, existe alguma maneira que podemos entender como Deus exercerá Sua adequada soberania? Uma pessoa pode descobrir o plano de Deus para o futuro?

Muitas pessoas atualmente diriam que não há maneira de prever o que ocorrerá amanhã. Tudo está em fluxo. Nós criamos ou destruímos nosso próprio futuro porque somos dotados com livre arbítrio. Não há um plano definido, nenhuma direção segura para o curso dos eventos humanos.

Até os cristãos às vezes afirmam que o futuro é um mistério cujo segredo nenhum homem descobrirá. A história está nas mãos de Deus cuja providência é inescrutável. Como meros seres humanos podem presumir conhecer os segredos mais íntimos do Deus absolutamente transcendente? “Seus caminhos não são nossos caminhos e nem seus pensamentos são nossos pensamentos,” Barth costumava insistir, para provar a transcendência do Completamente Outro.

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Uma Visão Bíblica da História Cristã

De acordo com a visão mundial profética do Velho Testamento, Deus formata os eventos históricos em conformidade com Seu plano pré-determinado. Porque o povo escolhido de Israel acreditava que Yahweh afirma Sua majestade na história, eles foram impulsionados adiante por um senso de destino. Os hebreus consideravam suas ações como uma resposta à aliança de Deus, por isso eles estavam confiantes que algum dia o reino de Deus se tornaria uma realidade viva. 8

O que a teologia da Unificação faz é utilizar esta estrutura bíblica de história de salvação para explicar o padrão de avanço do Cristianismo. Embora esse método pareça bastante natural à luz da fé bíblica, o Princípio Divino realmente representa uma abordagem bastante inovadora. Onde antes se fez um esforço tão consistente para comparar o padrão de história de salvação do Velho Testamento com os eventos da era cristã posterior?

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