Deusismo X Comunismo

Federação Internacional para a Vitória sobre o Comunismo

Logo após o fim da União Soviética em 25 de dezembro de 1991, colunistas começaram a identificar vários indivíduos e organizações responsáveis por esta mudança dramática. Entretanto, um indivíduo que foi amplamente reconhecido, foi o Reverendo Sun Myung Moon. Contudo, os esforços do Reverendo Moon na confrontação do comunismo representou um investimento altruísta de bilhões de dólares e incontáveis horas de oração e trabalho devocional. Seu amplo espectro de atividades incluem significativos programas educacionais, mais notadamente a Federação Internacional de Vitória sobre o Comunismo (FIVC) na Ásia e a CAUSA no cenário internacional. Tanto a FIVC como a CAUSA tiveram o propósito expresso de oferecer uma crítica efetiva da ideologia Marxista e uma contraproposta centrada em Deus para suas promessas vazias.

O Marxismo possuía a capacidade de cativar os corações das pessoas, preenchendo-os com aspirações de uma natureza quase religiosa. Em 1935, o escrito francês Andre Gide descreveu o Marxismo como “a salvação da humanidade.” Por quase oito décadas, o comunismo imbuiu os jovens com a convicção que um mundo bom e ético emergeria, se eles apenas fizessem o sacrifício requerido para efetivar a revolução.

De acordo com a respeitada revista francesa Le Figaro, o comunismo tirou a vida de 150.000.000 de pessoas. Tendo sofrido por dois anos e oito meses em um campo de concentração comunista, assistindo seus companheiros morrerem de fome, excesso de trabalho, e constantes espancamentos, o Reverendo Moon conheceu em primeira mão o caráter letal e desumanitário do comunismo. Ele reconheceu que enquanto o comunismo existisse, a humanidade nunca poderia desfrutar da paz genuína.

Entretanto, o Reverendo Moon também reconheceu que o calcanhar de Aquiles do comunismo era de fato a própria ideologia Marxista que servia como sua fonte de poder. Debatendo a ideologia Marxista com comunistas norte-coreanos, ele aprendeu a extensão pela qual seus fundamentos científicos e filosóficos estavam seriamente enganados. Ele compreendeu que o apelo do comunismo estava apenas em sua ideologia, e que ela poderia ser derrotada por uma ideologia superior.

O Reverendo Moon desenvolveu sistematicamente sua crítica e contraproposta ideológica ao comunismo na década de 1960. Em 1968, ele fundou a Federação Internacional de Vitória sobre o Comunismo. Com uma base de membros de cerca de 4 milhões de pessoas, o propósito da FIVC não era questionar os motivos dos comunistas, mas ao invés, convencê-los das falsidades da teoria comunista e orientá-los para uma cosmovisão mais verdadeira que está baseada em Deus. Em outras palavras, este é um movimento anti-comunista cujo propósito é superar o mal e abraçá-lo com amor e verdade.   
Seminários e treinamentos em 1970 realizaram programas de três e quatro dias sobre os ensinamentos de Vitória sobre a ideologia do Comunismo para cerca de uma centena de milhares de estudantes universitários, professores, oficiais do exército, oficiais da polícia e líderes civis. Muitos deles se tornaram membros centrais da federação. Através das décadas de 1970 e 1980, a FIVC promoveu inúmeras campanhas para educar a população da Coreia. Em 7 de junho de 1975, logo após a descoberta dos túneis norte-coreanos sob o DMZ, o que provocou um estado nacional de emergência, a FIVC realizou uma turnê de 1,2 milhões de pessoas na Praça de Yoido em Seul. Esta reunião ajudou a solidificar a união nacional contra a ameaça comunista.

1,2 milhões de coreanos participaram na Turnê para a Liberdade Coreana na Praça de Yoido em Seul, 1975


O Reverendo Moon discursa na Turnê Mundial pela Liberdade da Coreia.

 Desde então, sempre que a Coreia do Norte era tentada a tirar vantagem da confusão política ou econômica dentro da Coreia do Sul, a FIVC realizava campanhas de unidade nacional. Uma dessa campanhas, a “Campanha Nacional de Determinação da Vitória sobre o Comunismo,” ocorreu em dezembro de 1983 após um avião da Korean Airlines ser abatido pela União Soviética. Representantes da PWPA de 70 nações tomaram parte. E a seguir, a “Campanha Internacional pela Segurança e Resolução para Vencer o Comunismo,” culminou em uma reunião em 16 de dezembro de 1985, na qual oito chefes de estado estrangeiros participaram.


Campanha da FIVC promovendo a reunificação pacífica da Coreia.

 
FIVC no Japão

A FIVC também foi ativa no Japão, que enfrentava uma ameaça comunista interna de movimentos estudantis e residentes norte-coreanos. Isto alertou o público japonês para a estratégias comunistas ocultas através de publicações e reuniões de ruas. A FIVC primeiramente se tornou conhecida pelo público em 1970, quando apoiou massivamente a convenção da Liga Mundial Anti-Comunista (LMAC) em Tóquio, participando cerca de vinte e cinco mil delegados.


Campanha de rua da FIVC por todo o Japão.

Através da década de 1970, a FIVC repetidamente desafiou o Partido Comunista Japônes para debates públicos sobre a teoria Marxista. Os comunistas recusaram o convite; não obstante, os argumentos da FIVC criticando a teoria comunista foram tão efetivos que para combatê-los, o Partido foi forçado a reescrever seu manual, O Livro do Comunismo. Enquanto isso, o Presidente Osami Kuboki saiu para uma turnê nacional de palestras que reuniu 170.000 pessoas com a mensagem da FIVC.

Presidente da FIVC do Japão, Osami Kuboki falando em uma reunião em 1973.

Na década de 1970, uma onda de reforma varreu políticos japoneses e muitos candidatos esquerdistas foram eleitos, entre eles muitos membros do Partido Comunista. O presidente do Partido Comunista Japonês Kenji Miyamoto ostentava: “Estamos em nosso caminho para controlar uma federação de governos democráticos.” A FIVC mobilizou todos os seus esforços para derrotar o governo da cidade de Kyoto conduzido por comunistas nas eleições de 1978. A partir desse tempo, todos os corpos de governos comunistas no Japão declinaram um por um.
 


Panfletagem com literatura da FIVC nas ruas em Kyoto.

Reunião para a Salvação Nacional, Japão, 1973.

A FIVC desenvolveu a organização nacional durante a década de 1980. Cem mil pessoas participaram na reunião de sete cidades, “Reunião para a Proteção da Segurança e Paz na Ásia” em 1984. Em sua vigilância contínua contra o comunismo, a Federação trabalhou para fortalecer a segurança nacional e promoveu a legislação para proteger o país contra espiões.

Presidente José Napoleon Duarte de El Salvador encontra com representantes da CAUSA,
o Dr. Bo Hi Pak e Antonio Betancourt em 1980. 

CAUSA
 O
Reverendo Moon compreendeu que os Estados Unidos da América tinham um papel crucial na luta contra o Comunismo. A América possuia os recursos para enfrentar o comunismo, mas carecia da visão e da força de vontade para cumprir sua responsabilidade. Quando o Reverendo Moon chegou aos Estados Unidos em 1972, rapidamente compreendeu que a juventude americana estava cativa em um pântano de confusão moral e ideológica, provocado pelo ambiente controverso da presença americana no Vietnã. Sempre que falava, ele relembrava os americanos sobre a visão de seus fundadores e alertava os líderes civis e religiosos para a consciência da ameaça ideológica e geopolítica do comunismo.
Em uma turnê de discursos em 21 cidades em 1973, O Reverendo Moon pregou que Deus escolheu os Estados Unidos como a nação para se colocar contra o comunismo. Ele repetiu esta mensagem em vários discursos diante do Congresso dos Estados Unidos. Contudo, a maioria dos americanos fizeram ouvidos moucos. O Reverendo Moon tristemente aceitou que a responsabilidade por tratar sobre o Marxismo-Leninismo cairia agora sobre seus ombros. Ele fundou a CAUSA como parte de um esforço multifacetado para combater a ameaça comunista.

CAUSA na América Latina

No início da década de 1980, sob a direção do Reverendo Moon, o Dr. Bo Hi Pak, Antonio Betancourt e Antonio Rodriguez Carmona, mais tarde o editor de Noticias Del Mundo, viajaram por toda a América Latina e encontraram vários chefes de estado. Estes incluem os Presidentes Rodrigo Carazo Odio da Costa Rica, Aparicio Mendes do Uruguai, Augusto Pinochet do Chile, Napoleon Duarte de El Salvador, Jorge Blanco da República Dominicana, Rios Montt da Guatemala, Roberto Suazo Cordovo de Honduras e Alfredo Stroessner do Paraguai. A despeito de suas várias visões políticas, todos estes chefes de estado latino americanos expressaram um interesse em ouvir uma resposta ideológica ao Marxismo.
Movido pelo genuíno interesse expresso pelos líderes de governo, religiosos e civis latino americanos, o Reverendo Moon estabeleceu a CAUSA Internacional. A primeira nação a expressar um interesse nos programas da CAUSA foi a Bolívia. O primeiro seminário de CAUSA ocorreu em dezembro de 1980.

Treinamento ideológico de CAUSA para oficiais militares em Juticalpa, Honduras, em maio de 1990.   

Antes da equipe da CAUSA partir para a Bolívia, o Reverendo Moon os instruiu sobre a atitude do conferencista. Ele enfatizou a importância da oração: “Se você der uma conferência de duas horas, você deve orar por seis horas em antecedência. Então, quando se colocar para dar a conferência, você saberá que Deus está com você. O que você disser deve ser agradável a Deus. Se Deus está confortável, então eu estarei satisfeito. Você vai fazer a obra de Deus.”
No encerramento do seminário, os participantes foram renovados espiritualmente e intelectualmente. Eles ficaram ansiosos em ensinar eles mesmos as palestras da CAUSA. Os oficiais bolivianos que vieram para a cerimônia de encerramento ficaram impressionados ao ver os quarenta e cinco jovens, muitos dos quais com tendências Marxistas antes do seminário, com suas visões transformadas do comunismo para uma consciência da realidade de Deus. Os programas da CAUSA se expandiram rapidamente por toda a América Latina, e certamente para a América do Norte, Europa e África. Centenas de seminários foram realizados durante a década de 1980.
A CAUSA desenvolveu projetos de serviço social, em colaboração com a Fundação Internacional de Assistência e Amizade (FIAA). Em 1982, a CAUSA distribuiu alimento para vítimas de inundações severas nas áreas de florestas do norte da Bolívia. A CAUSA também assistiu na construção de escolas e orfanatos na Bolívia e em Honduras.

CAUSA na América do Norte e Europa

A CAUSA Internacional começou a realizar seminários para pláteias norte americanas em 1983 e para europeus em 1984. As atividades da CAUSA aumentaram bastante em 1984, o ano quando muitos ministros cristãos ficaram preocupados com a acusação do governo sobre o Reverendo Moon, o que foi visto como uma violação da liberdade religiosa. O Reverendo Moon enfatizava que o Marxismo-Leninismo se apresentava como uma ameaça até mesmo maior para a liberdade religiosa, e encorajava os ministros a participarem nos semináreios de CAUSA. Em 1985, a Aliança Ministerial de CAUSA (AMC) foi criada para alcançar todos os membros do clero.

O Conselho Internacional de Segurança (CIS) foi fundado em 1984 sob a orientação da CAUSA para expor a ameaça geopolítica representada pela União Soviética e suas alianças ideológicas e militares. Uma efetiva ameaça relatada a partir do CIS foi tomada tão seriamente nos mais elevados níveis de governo. 
 
CONFERÊNCIAS DE LIDERANÇA AMERICANA

Iniciando em dezembro de 1985, a CAUSA começou a realizar seminários para legisladores de estado, prefeitos e conselheiros municipais. Participantes nos primeiros programas tiveram a oportunidade de ouvir dignatários tais como os Senadores Jeremiah Denton, Al Gore, Jesse Helms e Charles Grassley; os Congressistas Mark Siljander e John McCain; o membro do Conselho Nacional de Segurança Constantine Menges; a Presidente da Associação Nacional de Educação Mary Hatwood Futrell; e palestrantes da Casa Branca Mona Charen e Larry Tracy. Em várias ocasiões os participantes da conferência foram convidados para encontros breves nas Casa Branca. As Conferências Americanas de Liderança (CAL), como se tornaram conhecidas, foram estabelecidas oficialmente em 1986 com um convite bilateral do comitê composto por legisladores estatais de mais de quarenta estados. Mais de 10.000 proeminentes líderes políticos, civis e religiosos participaram destes programas entre 1986 e 1992.
Em 1987, para comemorar o 200° aniversário da proclamação da Constituição dos Estados Unidos, o Reverendo Moon fundou o Comitê Americano da Constituição. O CAC estabeleceu uma rede de escritórios nos cinquenta estados com o objetivo de implementar os ensinamentos da CAUSA em um nível prático. No 70° aniversário da revolução bolchevique da Rússia, a CAC realizou manifestações em cada estado relembrando e lamentando pelas 150.000.000 de vítimas do comunismo. No final de 1989, aproximadamente 250.000 líderes de trinta e três nações participaram de eventos da CAUSA nos Estados Unidos. Cerca de dez milhões de pessoas assinaram as petições da CAUSA afirmando a existência de Deus e rejeitando o comunismo ateísta.

   RUMO À RECONSTRUÇÃO PÓS-COMUNISTA

A oposição da CAUSA ao comunismo está baseada em uma ética de preocupação pelas pessoas nos regiões dominadas pelo comunismo. Assim, a CAUSA foi preparada para desempenhar um papel ativo na orientação da URSS para um futuro pós-comunismo.

Em 11 de abril de 1990, o Reverendo e Senhora Moon se encontraram com o Presidente da URSS Mikhail Gorbachev. Em suas discussões, o Reverendo Moon exigiu do Presidente Gorbachev a permissão da liberdade religiosa e da economia livre para o povo da URSS. Um resultado notável da reunião foi que a liderança da URSS encorajou os legisladores Soviéticos a participarem nas Conferências Americanas de Liderança. Em dezembro de 1990 e fevereiro de 1991, cerca de 80 legisladores soviéticos, juntamente com 60 ministros de gabinetes e membros do parlamento da Bulgária, Tchecoslováquia, Alemanha, Hungria, Polônia, Romênia e Yugoslávia, participaram dos seminários da CAL. Os participantes incluíram o prefeito Demsky de Budapeste e Sergei Lushchikov, então o Ministro Soviético da Justiça. Os participantes ouviram as conferências sobre a crítica e contraproposta ao comunismo como também uma orientação no apoio da democracia ocidental.

De 30 de abril até 2 de maio de 1991, a CAL patrocinou uma Conferência Mundial de Liderança, um seminário sem precedentes, em Washington, D.C., para aproximadamente 200 altos oficiais de governo e líderes políticos representando delegações oficiais de todas as 15 repúblicas da União Soviética. Esta foi a única vez durante os anos finais da União Soviética que alguma pessoa, governo ou organização privada reuniu representantes de todas as 15 repúblicas soviéticas. Participando estavam 26 deputados do Supremo da URSS e cerca de 75 deputados das várias repúblicas soviéticas, como também vice-presidentes de república, ministros de gabinetes e embaixadores. E delegação teve reuniões com oficiais federais em Washington, D.C., e com oficiais municipais e estaduais e líderes empresariais na Cidade de Nova York.

Congressista Richard Ichord presenteia o Presidente norte coreano Kim Il Sung com os livros de
Abraham Lincoln durante a CAL em junho de 1992 na delegação que visitou Pyongyang.  
 

AVANÇANDO COM A COREIA DO NORTE

O Reverendo Moon começou a buscar silenciosamente a Coreia do Norte no final da década de 1980. A despeito do plano de assassinato em 1987 que foi descoberto pelo FBI, ele continuou a fazer propostas de amizade para Pyongyang. Em novembro de 1991, o Reverendo Moon viajou para Pyongyang e encontrou com o Presidente norte coreano Kim Il Sung.

Seguindo a isto, em maio e junho de 1992, o Reverendo Moon propôs e patrocinou uma missão de boa-vontade para Pyongyang. A delegação de 40 pessoas, encabeçada pelo ex-congressista Richard Ichord, objetivou o esfriamento da animosidade em relação aos EUA e a Coreia do Sul. A delegação encontrou com Kim Young Sun, arquiteto da política externa de Pyongyang, e com o próprio Presidente Kim Il Sung, que recepcionou a delegação com um almoço e passou mais de três horas respondendo as suas perguntas.

Alguns dias mais tarde, como consequência do trabalho dessa delegação, a Coreia do Norte cancelou suas manifestações anuais anti-americana, que estavam agendadas para começar em 25 de junho. Estas manifestações permanecem suspensas desde então.

CAUSA NA ERA PÓS-COMUNISTA

Desde o declínio da União Soviética, a Conferência Americana de Liderança continua a realizar seminários para legisladores de estado e líderes religiosos e civis; entretanto, seu foco principal não é mais o comunismo, mas agora busca o fortalecimento da família e dos valores éticos. A CAL em conjunto com a Fundação Washington Times patrocinou uma conferência especial nas Nações Unidas em 1995. Ela realizou conferências para a juventude latino americana sob a bandeira da Conferência Mundial de Liderança em 1996.

Os esforços do Reverendo Moon na luta contra o expansionismo comunista exigiu mais do que apenas capital. No final da década de 1960 e no início da década de 1970, missionários da Igreja de Unificação foram enviados clandestinamente para todos os países do Leste Europeu. Na URSS eles foram aprisionados e posteriormente expulsos. Na Tchecoslováquia e Polônia, eles foram aprisionados por mais de seis anos. Vários foram executados na Etiópia. Mas a mentira do comunismo sucumbiu diante do grande defensor de Deus e da verdade, o Reverendo Sun Myung Moon, o construtor da verdadeira paz mundial.  

 

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